30 de outubro de 2012

*bolo bolo bolo

*e quando apenas temos vontade de comer bolo, o que fazer???

*comer, pois claro!! portanto...

28 de outubro de 2012

*e assim, de repente, estão..

{Photo by R!}

*ora nem mais, -4º!!! gosto tanto... quem olha pela janela nem acredita no frio que está lá fora. quando acordei, entrou quarto dentro - não sei se já disse, mas não tenho persianas e os cortinados não tiram completamente a luz - um sol fantástico e digno de um belo dia de verão. como a hora mudou pensei: bom, já devem ser umas 10h, por isso toca a levantar. qual quê, 8h30 minha gente, 8h30!!! bom, lá comi e quando abri a janela para deixar respirar a casa, ia morrendo com o frio que vinha da rua.. como aqui o aquecimento está ligado 24h/dia, uma pessoa nem tem bem a noção do que se passa lá fora, por isso é que antes de sair, toca a ir ao telefone ver a maravilhosa temperatura que se faz sentir.

*hoje é dia de Herbstsend, o que significa que as lojas estão abertas das 13h às 18h - acho que, algures no tempo, já tinha dito que ao domingo está tudo fechado, incluindo os parcos centros comerciais que possam existir. mas parece que quatro vezes por ano (ou coisa semelhante) e durante o advento tal não se verifica, pelo que hoje é dia de ir novamente à cidade fazer comprinhas. agora resta é saber se o habitante masculino quer sair de casa e ir passear ao frio...

26 de outubro de 2012

*bom dia

*ou se calhar talvez não...

*hoje o tempo está assim:

{Photo by R!}

*vá, não chove, valha-nos isso, mas o frio, esse, faz-se sentir e não é pouco!

*lembram-se de há uns dias ter dito que estavam cerca de 18º??? dos 18º aos 4º em dois ou três dias... coisa mais boa sim senhor!!! vamos ver é se não volto a ficar constipada...

25 de outubro de 2012

*para a minha avó


*podia dar este coração a muita gente, mas hoje decidi dá-lo ou, para ser mais correcta, enviá-lo à minha avó.

*tenho 30 anos e ainda tenho os meus quatro avós comigo! e que bem que isso me faz sentir. =) mas infelizmente corro o risco de perder o primeiro.. a minha avó no espaço de um ano ficou muito debilitada e, principalmente para mim que estou longe, noto essa diferença sempre que a vejo. há coisa sensivelmente de um mês foi internada, recuperou e voltou para casa. uma semana depois voltou novamente a ser internada e ainda continua por lá sem grande sinais de melhoria. 

*tenho falado muito com a minha mãe sobre o estado dela e as eventuais melhorias, e aquilo que a minha mãe me diz é que tenho que me preparar para o pior, ao mesmo tempo que diz que não me posso enervar e que tenho que manter a calma. sempre que o telemóvel toca e aparece "mãe" no visor, o meu coração parece que pára: porque raio me há-de ligar para o telemóvel durante o dia se podemos falar por rede fixa durante a noite?!

*ontem ao final da tarde falei com ela. tem a fala muito arrastada, está muito baralhada e já pouco diz com coerência. por um lado, sabe muito bem ouvi-la, por outro fico completamente em baixo e sinto-me como se ficasse completamente atordoada. 

*sei que ela já não vai para nova, sei que tem muitos problemas de saúde, sei que nenhum deles cá vai ficar durante muito mais tempo, apesar de os querer todos por muitos e bons anos, e sei que é o curso normal da vida. por muito racional que possa ser, não estou preparada para os perder e não sei como me hei-de preparar para receber aquele tão mau-fadado telefonema que me diga o que mais receio tenho de ouvir.

*beijo grande vó!! adoro-te.

24 de outubro de 2012

O Ataque à Classe Média

"A cruzada em curso pela destruição da classe média portuguesa segue a um ritmo imparável e desdobra-se em múltiplas frentes. Em dez minutos procurarei sintetizar em que consiste esse massacre e que consequências daí advêm para o futuro de Portugal.

Que instrumentos estão a ser utilizados para abater as classes médias?

- 1º, uma punção fiscal exorbitante e sem precedentes.

O imposto sobre os rendimentos das famílias (IRS) é objecto de sobretaxas variadas, alarga os respectivos escalões para converter e tratar como ricos os que eram meramente remediados ou tinham um nível de vida apenas acima da média. Há quem, não sendo rico, veja a avidez do fisco ficar-lhe com 60% ou mais do seu rendimento anual! Relativamente poupados só os rendimentos mais elevados. A progressividade do IRS é mais forte dentro das fronteiras da classe média.

O imposto indirecto sobre as transacções de bens e serviços já tinha passado, na grande maioria dos casos da taxa mínima de 6% e da intermédia de 13% para a taxa máxima (até ver…) de 23%. Infelizmente, na perspectiva do Governo, não se pode agravar mais. Já passámos o ponto em que quanto mais o IVA sobe menos o fisco colecta.

O IMI era para ser uma enormidade, onde o Governo aparentemente recuou na destruição da cláusula de salvaguarda, que impede ajustamentos súbitos de 1.000% ou 2.000% para prédios antigos e que pelo zelo dos proprietários ainda não estão a cair. No entanto, o IMI deveria idealmente compensar os Municípios pelos encargos com a conservação urbanística do ambiente de vida das pessoas (acessibilidades, limpeza urbana em todas as suas vertentes, zonas verdes e um grande et coetera).

Aumentam as contribuições para a Segurança Social.

Propõe-se uma série de agravamentos vários, incluindo em taxas de toda a espécie que tenham a ver com registos e notariado (por exemplo, licenças para casamento ou divórcio), na emissão de passaporte, no importo único de circulação. Tudo o que mexa será atingido.

Também as aplicações de poupança serão taxadas adicionalmente nas suas mais-valias, mas se houver menos-valias, quem as experimentar que as suporte.

- 2º, uma redução salarial efectiva através do corte de subsídios de férias e /ou Natal, para além da que resulta do aumento de desemprego, que tem efeito directo na redução dos novos salários contratados.

- 3º, uma redução brutal nas pensões de aposentação, independentemente dos direitos dos pensionistas que durante dezenas de anos pagaram as pensões das gerações precedentes e vêem agora impudicamente apoucadas aquelas a que têm indiscutível direito. Não se trata de qualquer benemerência do Estado.

- 4º, reduções substanciais de todo o tipo de apoios sociais, nas mais variadas circunstâncias, incluindo os subsídios de doença e desemprego e o Rendimento Social de Inserção (RSI). Um deles faz todo o sentido na óptica do Governo – a redução em 50% do subsídio de funeral. De facto, os velhos continuam a morrer (isto é, não fazem greve a esse dever cívico) e os falecidos, claro, nem sequer se manifestam.

- 5º, Redução significativa de todo o tipo de desagravamentos fiscais anteriormente em vigor, designadamente em matéria de gastos com a saúde ou de educação.

Peço desculpa se não sou mais preciso, mas à data de hoje continua a haver uma nebulosa sobre as propostas orçamentais, já que as primeiras intenções vindas a público poderão ou não ser mantidas consoante a celeuma que levantarem.

É uma forma original de fazer política. Atiram-se para cima da mesa as mais chocantes medidas que a imaginação permite. Se por acaso não levantarem um “tsunami” de críticas, ficam assim tal e qual. Se houver uma reacção tipo “levantamento geral de rancho” ou similar, faz-se apressadamente marcha atrás e tenta-se bater noutro sítio qualquer. A convicção na bondade do que se propões é pois manifesta...

As classes médias, historicamente, foram o fermento das transformações sociais e os actores principais do desenvolvimento económico e da criação científica e cultural.

As classes privilegiadas tradicionais não manifestavam apetência especial por “sujar as mãos” e envolver-se na indústria (primeiro artesanal, depois das revoluções industriais em bases mais ambiciosas, prefigurando a supremacia futura do capitalismo) ou no comércio, preferindo viver dos produtos da terra ou de rendas dos seus vastos domínios, além dos favores do Estado.

Os camponeses sem terra ou cultivando pequenas propriedades não tinham meios que lhes permitissem e aos seus sair da sua mediocridade e era precisa, já nos fins do século XIX princípios do século XX, a sorte de um eclesiástico de província reconhecer em botão num miúdo rural a chama e a inteligência que justificaram a reunião de apoios vários para fazer estudar quem se viria a tornar o Professor Bento Caraça, insigne matemático, pedagogo e humanista. Uma carreira de seminarista, ao menos numa primeira fase, era frequentemente, cá dentro e no estrangeiro, um meio comum para que jovens sem recursos pudessem estudar e afirmar-se socialmente pela sua competência e valor especial.

Através do estudo e do mérito intelectual, ou através do trabalho, da capacidade de realização e da vontade, iam-se a pouco e pouco acrescentando as classes médias, que se tornaram o alfobre dos valores que fizeram andar para a frente as sociedades, e com Portugal não seria de outra forma.

Destruir o tecido social das classes médias é condenar a prazo o País a vegetar na mediocridade, tornando os portugueses mais para ser mandados do que para mandar, como diria Camões.

O processo pode ser muito mais rápido do que se cuida. Portugal tem uma baixíssima taxa de natalidade, das menores da União Europeia a 27. As perspectivas demográficas apontavam já para uma redução significativa da população residente a prazo. Perante o cerramento dos horizontes e o fim da esperança de tantos em fazerem uma vida normal no seu país, de acordo com o seu esforço e capacidades, assistimos ao começo de um processo de “exportação” de cérebros e de mão-de-obra qualificada que, muito provavelmente, já não regressarão a Portugal a título definitivo. Esses portugueses que vão sair são qualitativamente diferentes dos que emigraram nos anos 60. Também havia alguma gente preparada nessa altura, que saiu para não participar na guerra colonial, mas os que o fazem agora são em média inquestionavelmente muito mais bem preparados, com saberes suportados por diplomas que lhes permitirão uma inserção profissional rápida e adequada. Essas competências foram pagas pela comunidade portuguesa e vão ser outros países a beneficiar do nosso investimento em capital humano. Rentável investimento, na verdade!...

Não sairão do País, é claro, a esmagadora maioria dos pensionistas e daqueles que já estão a entrar na fase final da sua vida activa – digamos, acima dos 50/55 anos. Mas saem fatias significativas dos que estão em idade activa e os miúdos que acederão à maioridade não são em número suficiente para os substituir. Com uma pirâmide etária invertida, tornamo-nos num país decadente, de velhos, provavelmente condenado cada vez mais à irrelevância.

Repito, não penso que seja viável aguardar pelo regresso daqueles que partem em busca de oportunidades de vida, trabalho e carreira. Os que partem agora falam línguas, têm conhecimentos técnico-profissionais, não terão por destino o bairro de lata de Champigny. Vão-se inserir nas sociedades de acolhimento, casar, construir família, enraizar-se e virão sim, de quando em quando, fazer uma visita aos familiares e constatar como evolui este País que os empurrou para fora das suas fronteiras, indicando-lhes aliás obsequiosamente o caminho da porta de saída.

Lembro-me da Irlanda que, em certa fase da sua história, perdeu para a emigração metade da sua população.

Gostaria que alguém me provasse que estas perspectivas são erróneas e apocalípticas. Até lá, entendo-as tão razoáveis e credíveis como outras que por aí circulam."

Alberto Rogueira
(Comunicação realizada no âmbito da Conferência organizada pelo IDEFF, no dia 16 de Outubro: "OE2013: Uma Primeira Leitura") 

...

*achei que valia a pena partilhar, mas não vou fazer qualquer tipo de comentário!

*sonhos


*pois é, sonhar toda a gente sonha (espero eu!), mas poucos são os que fazem alguma coisa para os ver os seus senhos concretizados.. 

*infelizmente anda por aí muita gente que espera que o mundo lhe caia aos pés sem fazer qualquer esforço e , como assim nada acontece, a culpa acaba por ser sempre dos outros.. enfim, gentinha que não sabe o que fazer à vida que não seja o criticar e o cobiçar quem faz ou tem alguma coisa.

... 

*e agora que não tem nada a ver: até que fica giro ter umas escadas assim em casa!!

23 de outubro de 2012

#25

"Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente.

Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.



Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.

Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo.


E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bebé inocente até nascer.


Por fim, passo nove meses flutuando num “spa” de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois – “Voilà!” – desapareço num orgasmo."
Woody Allen

*os alemães e o calçado



*todos nós sabemos que quando vemos uma qualquer ave rara de chinelo no pé e meia branca que estamos quase sempre perante estrangeiro. todos nós, perante tal facto, levamos as mãos à cabeça e bradamos aos céus  qualquer coisa como: mas será possível ainda haver alguém que faça esta figura?! sim, aparentemente sim e isto pior fica quando vamos para os países dessas aves e nos apercebemos que a coisa ainda é pior do que pensávamos...

*hoje no autocarro a caminho da escola dediquei-me, uma vez mais, a olhar para os pézinhos dos seres que por aqui habitam. ohh desgraça.. mesmo aqueles que se vestem bem - não me vou dedicar a falar sobre a vestimenta, apesar de haver muito pano para mangas! -, deixam muito a desejar no que ao calçado diz respeito, parecendo mesmo que só tapam as patorras porque tem mesmo de ser.. eles é:
   - stiletto, sabrina ou sapato de homem com meia branca de desporto
   - alpercatas com meia branca
   - sabrinas rotas
   - crocs com qualquer cor de meia
   - a famosa chinela com meia
   - etc etc etc

*é uma tristeza olhar para os pés desta gente.. claro que, como tudo, também há quem saiba andar bem calçado e sem mostrar a bela da meia, mas a grande maioria ainda deve achar que o branco fica bem com tudo e, como tal, na pata também..

*acho que vou começar a tirar fotografias, assim como quem não quer a coisa, aos pés desta gente e fazer um albúm dedicado a eles!!

22 de outubro de 2012

*tempo louco



*gostava que o tempo se decidisse... depois de toda a gente achar que o outono tinha vindo para ficar e que depois disto vinha o inverno frio e certo, eis que, sem que nada o fizesse prever, nos últimos 5 dias não temos senão sol e cerca de 20 graus de temperatura!!!

*devem pensar que ando feliz e contente, mas não. apesar de gostar muito de sol e calor, gosto ainda mais de saber efectivamente em que estação do ano estou e não correr o risco de andar ou muito vestida ou muito despida, salvo seja, correndo o risco de me constipar.. 

*pois é, devido a estas mudanças loucas, ando constipada e com dificuldade em respirar, e tudo por causa deste tempo ridículo: num dia chove e está uma temperatura média de 8 graus, no outro está sol e estão 18 graus.. haja paciência!!! estamos no outono minha gente, por isso venha o tempo de outono..

12 de outubro de 2012

*castanhas


*adoro castanhas e se passo um ano sem as comer sinto que o outono passou por mim e nem dei conta..

*no ano passado comi apenas por duas vezes. bem que me fartei de procurar, mas ou não havia ou eram caras para xuxu (quando digo caras, digo mesmo caras.. quase 10€/kg), por isso limitei-me a comer castanhas assadas que se vendem na rua. diga-se que se é para comer castanha assada que seja aí, já que feitas em casa nunca ficam iguais..

*as minhas preferidas são mesmo castanhas cozidas. adoroooooo!!! e para mal dos meus pecados no passado não comi umazinha.. mas este ano, decidida que tal não iria acontecer, peguei no telefone, liguei ao pai e pedi para me mandar umas - afinal, tinha mesmo que fazer o gosto aos dentes! o meu avô, que é um querido, quando soube que eu andava deserta de comer castanhas, mandou um carregamento pelo correio. chegaram hoje!! hoje à noite já vou fazer um pequeno magusto (só para mim, que o habitante masculino não é apreciador)!!! 

9 de outubro de 2012

*comunicado


*caríssimos chinocas ou habitantes da República Popular da China, agradecia que não tentassem entrar no meu e-mail ou roubar a respectiva password. eu não o faço, portanto gostaria de receber igual tratamento. grata pela atenção. R!

4 de outubro de 2012

*dias por aqui


*até concordo, mas apenas quando temos um dia de chuva rodeado de dias de sol.

*já não me lembro de quando foi a última vez que que vi o sol brilhar. nos últimos tempos a única coisa que se vê é o céu cinzento e chuva imensa a cair. se ainda chovesse mas volta e meia aparecesse um fugaz raio de sol lá longe no horizonte...