30 de agosto de 2015

Vida

A vida é um instante. Um instante que passa a correr e nós só damos por isso quando perdemos alguém. 

A minha avó faleceu ontem. Não era nada que não estivéssemos à espera, principalmente com o desenrolar dos acontecimentos dos últimos dias, mas apesar disso nunca estamos verdadeiramente preparados. 

Agora já só tenho dois avôs. Só não sei por quanto tempo mais. E como se não bastasse, estou longe deles. Quando vou a Portugal e os visito, nunca sei se aquela é a última vez que o faço. É duro, muito duro.

12 de agosto de 2015

De volta a casa


E à rotina. Ou pelo menos a tentar criar uma novamente. 

Sempre que vamos a Portugal de férias que a M. fica completamente fora de si: são muitas pessoas em muito pouco tempo e uma mudança drástica nos horários. Eu sei que em férias temos que relaxar e não ser tão exigentes com os horários, mas para nós/ela a mudança é terrível; afinal não está habituada a tanta agitação e a ter atenção de todos os lados. Por isso, quando regressamos a casa, parece que volta tudo ao início.

E para ajudar à festa, ela começou no infantário na segunda-feira. Mas vá lá, a coisa está a correr super bem. Ela mostra sinais de estar pronta para ficar o tempo todo, mas para eles isso é impossível; fica até ao almoço e depois vai para casa. Só para a próxima semana é que vai passar a ficar o tempo todo. Menos mal apesar de tudo, que o plano era eu passar duas semanas no infantário durante cerca de 2 horas por dia, e agora já me mandam para casa até ser hora de a ir buscar.